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Memórias registra novo recorde no fator de impacto

28/06/2018

Resultado está relacionado a estratégias da revista, incluindo divulgação acelerada para temas de interesse em saúde pública, recebimento de artigos em pré-print e compromisso com ética na publicação científica

Por Maíra Menezes (IOC/Fiocruz) | Arte: Jefferson Mendes


Pelo segundo ano consecutivo, a revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz registrou um recorde no fator de impacto, atingindo a marca de 2.833 em 2017. O índice foi divulgado nesta terça-feira, 26/06, pela empresa Thomson Reuters, responsável pelo cálculo dos indicadores de relevância de publicações científicas. O periódico manteve-se como um dos mais reconhecidos do mundo nos campos da medicina tropical – ocupando o 4º lugar entre 20 publicações especializadas – e parasitologia – com a 11º colocação entre 37 revistas. Entre as revistas científicas brasileiras de todas as áreas de conhecimento, Memórias obteve o segundo maior fator de impacto. Com um total de mais de sete mil citações em artigos científicos publicados ao longo de 2017, a revista foi a mais citada da América Latina pelo 18º ano seguido.

“Os indicadores apontam a qualidade da revista. Isso reflete o esforço dos autores, que prestigiaram a Memórias com seus melhores trabalhos, e dos pareceristas, que contribuíram com suas observações para qualificar ainda mais os artigos”, comenta a editora-chefe do periódico, a pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) Claude Pirmez.

Alinhada às tendências contemporâneas da edição científica, a revista passou a aceitar, no ano passado, a submissão de artigos previamente divulgados em plataformas de pré-prints. O periódico conta ainda com uma via acelerada que permite a publicação de estudos no prazo de 24 horas. Criado inicialmente para a divulgação de trabalhos ligados à emergência de saúde pública internacional provocada pelo vírus Zika, em 2015, o sistema de Fast Track foi posteriormente ampliado para incluir pesquisas relacionadas à febre amarela, chikungunya e ebola. Valorizando a integridade na divulgação científica, o periódico também passou a integrar o Comitê de Ética em Publicação (Cope, na sigla em inglês) no ano passado, comprometendo-se com princípios de transparência e boas práticas de publicação, além de um código de conduta editorial.

“Essas iniciativas refletem nosso compromisso com a ciência e com a saúde pública. É importante notar que a produção científica nacional pode ser valorizada pela publicação em uma revista científica brasileira, que se mostra muito bem qualificada no cenário internacional”, enfatiza Claude.

Fundada pelo cientista Oswaldo Cruz em 1909, Memórias possui gratuidade dupla: para acesso e publicação. Todo o conteúdo do periódico pode ser acessado online, com versão digital de mais de um século de acervo. Os estudos publicados também estão indexados em bases de dados internacionais, incluindo PubMed Central e SciELO.

Sobre o fator de impacto

O número total de citações e o cálculo do fator de impacto levam em consideração as referências presentes na base de dados Journal Citation Reports, organizada pela Thomson Reuters. O fator de impacto é calculado dividindo as citações à publicação registradas no último ano pelo número total de itens citáveis, incluindo artigos e revisões, publicados no periódico nos dois anos anteriores. Dessa forma, o fator de impacto recém-divulgado representa a média de vezes em que trabalhos publicados na revista nos anos de 2015 e 2016 foram citados em estudos publicados em 2017.

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